quinta-feira, 4 de julho de 2013

Que droga! Cheguei aonde eu não queria, do jeito que eu não queria. Tanta coisa mudou! Eu tava mexendo em lugares e achei nossas conversas antigas, fotos tuas antigas... e me deu uma saudade da nossa doçura. Eu percebi que tudo mudou MESMO, e já não era mais o que eu queria faz um bom tempo. O que me segurava em ti era o esforço e o que eu já tinha aguentado até ali. Não queria que fosse assim, não queria sentir metade do que eu senti... desde ódio, nojo, desprezo, ao sentimento de amor mais intenso. Insisti no erro, mas no erro que eu achava que mudaria minha vida, e mudou. Aprendi muita coisa, e nunca, nunca mais me entrego de corpo e alma a alguém. Posso dizer que fui muito feliz, mas na mesma intensidade me decepcionei. To entrando em fases da minha vida, concluindo etapas importantes, que eu fazia questão de dividir contigo, que eu queria que tu tivesse do meu lado. Me faz uma falta enorme! Não posso ficar sozinha, penso besteira e dá vontade de te ligar e despejar tudo em ti, em como tu é troxa, ridículo, pau no cu, otário, retardado, imbecil, e te dizer como eu te amo. Como faz falta dormir e acordar todo dia do teu lado, te fazer dormir com meu cafuné, te olhar enquanto dorme como anjo, fazer teus caprichos, estar sempre contigo, do teu lado!
Aquela rotina doente, que apesar de eu falar muito mal, no fundo eu adorava... Nunca vi nada que me fizesse tão bem, tu ali, pertinho, brabo, rindo, comigo. Pena que foi assim, perdemos o respeito, erramos e mesmo assim, eu quis continuar tentando, até acabar minhas forças, até eu ouvir o que eu não queria ouvir, sentir o que eu não queria sentir, e ter medo de estar contigo de novo, acompanhado do desprezo. Queria eu que um dia desse certo, que morássemos juntos, ou simplesmente vivesse um dia depois do outro, sem planejar nada... só vivessemos, juntos.

domingo, 31 de março de 2013

[...]


Eu não aguento mais falar, tu não aguenta mais ouvir. Já expliquei milhares de vezes que eu não consigo aceitar o fato de te perder, nunca, nem por um segundo. Passou de amorzinho pra uma obsessão. Tô obcecada mesmo, e bem ciente disso. Só que não tá saudável porque tu não tá aceitando, eu tô ficando cada vez pior, e não sei como lidar com essa situação. Mor, eu passei de qualquer zona de limite, eu me agarrei no teu carro. Tu tem noção do quão grave isso é? Se tu fizer isso de novo, de sair, e não quiser me levar junto, a tendência é piorar, e tu sabe que isso já aconteceu. Uma vez eu liguei desesperada, acordei até teu pai, na outra eu surtei sozinha no quarto e agora eu me agarrei no teu carro!! Eu me descontrolo e não penso em NADA do que eu faço numa hora dessas, eu só faço. Eu só queria te deixar em paz, eu juro. Uma parte de mim diz que não é bom ficar contigo, e sei que tu não gosta que eu esteja contigo, tu tá cansado disso tudo. Eu queria só aceitar e ir embora, mas tem uma parte de mim, incontrolável que não me deixa. Só tu ouvir o tom da minha voz pedindo pra parar de me chamar de vagabunda, e derivados, e uma hora simplesmente aceitar e ouvir quieta. Tu falar até dos meus pais e eu ouço quieta. Isso nunca aconteceu, nunca permiti acontecer, EU não sou assim, não sei o que ta acontecendo comigo que tudo que tu faz eu tô aceitando. Tô ficando doente e não sei pra onde ir numa situação dessas. As coisas pioraram quando minha mãe foi embora e eu depositei tudo que eu tinha de qualquer tipo de sentimento em ti. Eu ia conseguir me desvencilhar de ti com mais tranquilidade se ela tivesse aqui. Mas não dá. Gaetano, não consigo! Eu quero te deixar em paz, mas não to conseguindo, tô enlouquecendo de verdade. Tu poderia tornar isso tudo um pouco menos traumático, e perceber que isso não é fiasco, é um problema mesmo! Nem sei se eu te amo mais, minha cabeça tá um lixo! Só que tu tem que entender, só entender, não aceitar, que eu não tô legal, não tô feliz, e se tu puder fazer um pouco por mim, faça. Por que é tipo um veneninho de cobra, o antídoto ta no próprio, sabe?
Me tratar com desgosto e desrespeito, tu viu que nem adianta mais, só me faz sentir pior. Não sei mais o que eu tô fazendo aqui, nem o que eu tô esperando. Me enche de esperança quando eu te vejo jogar a semana inteira, não ligar pra ninguém, não entrar no face, mas eu sei que isso dura pouquíssimo tempo. Sei que eu peguei a pior fase de toda tua vida, uma fase que tu quer fazer DE TUDO, tu tá de carro, e tem um monte de V-A-G-A-B-U-N-D-A-S atrás de ti, ou do Punto, mas enfim. E não, não adianta me chamar de vagabunda, chupadeira ou seja lá o que for, eu sei que eu não sou, e tu também sabe. Tu dizer, as vezes, que não namora comigo pelo que eu sou, é ridículo. Eu nunca te trairia, nunca zoaria contigo, e não seria capaz de PENSAR em fazer a metade do que tu faz comigo. Na boa, não sei qual é o gosto de me ver chorar e espernear, tu é muito mau! Só que eu mesmo falei pro meu pai, que se eu tivesse numa zona de conforto contigo, te daria toda a liberdade do mundo! Mas como tu quer que eu fique bem, sendo que o cara pelo qual sou obcecada diz que tem muitas vadias e que não tem nada comigo porque enjoa de mim e precisa comer outras vaginas, e num fim de semana diz que vai sair sozinho, e quando volta descubro que viu a outra vaca que ele comeu no verão? Não fico mordidinha, brabinha ou qualquer coisa assim... Eu fico louca, doente, penso no pior. Não sei onde isso vai parar, não sei onde eu vou parar, ninguém me aguenta mais, vi MEIO mundo virando as costas pra mim quando eu preciso falar disso com alguém que cheguei a recorrer pro meu pai. NUNCA fiz isso em toda minha vida, meu pai nunca soube de nada que eu fiz, desde sempre! Não fazia questão que ele participasse nem na minha vida da ginástica. E a única saída que eu tive, porque TODO mundo se afastou de mim depois que percebeu que eu não sou normal em relação a ti, foi falar com meu pai. Sendo que ele ainda fica do teu lado porque ele já teve no teu lugar. Mas a minha mãe era uma pobre coitada, não tinha nem onde cair morta. E pelo amor de Deus, por mais que tu diga que eu sou uma favelada miserável, eu tenho toda minha família, meus tios, minha vó por mais carrasca que seja, meu pai e meu irmão, mesmo doente. Tenho minha casa e meu pai pedindo pra voltar, mas eu NÃO CONSIGO.
Tô escrevendo isso aos prantos, e nunca sei o que fazer. Não sei mesmo. Tô perdida. Todo mundo fala que é só sair de perto de ti. Não sei fazer isso. Preciso que tu entenda, e me ajude a lidar, pelo amor, ou pela dor, como meu pai diria. Tu pode tornar tudo saudável, aceitar que eu tô só por ficar contigo, por muito tempo ainda, aprender a lidar com essa situação, que tu sabe que pode dar certo, sem mentiras, tentar ser sincero sem me machucar e continuar vivendo comigo, na tranquilidade, abandonar tuas putarias até eu me acalmar, e com o tempo eu vou confiando mais em ti, e abrindo mais espaço pra tu exercer tua liberdade, sendo o menos pau no cu possível, sem comer meio mundo por comer... Tu já fez isso e eu sei que tu pode! Ou tu pode pegar todas as minhas coisas, jogar no meio da Marciano Ribeiro, dar um chute na minha cara e quebrar meu nariz, pra ver se assim eu consigo te largar de mão. (Não leva ao pé da letra que pode se tornar meio grave, mas fica a teu critério.)
Essas duas semanas quieto foram tão podres? Apesar dos dois termos gênio forte, e quando tu manda eu fazer as coisas a gente bate de frente, eu surto e tu também... Fora isso, foi tão péssimo? Eu queria entender. Não sei se não entendo porque sou obcecada e isso não entra na minha cabeça, ou se tu é o estranho com isso tudo.
A conclusão disso tudo é que, enxerga o meu problema e tenta encarar como se ele fosse teu, porque de certa forma se tornou. Para de me tratar tão mal quando tu ta de corno virado. Eu vou tentar aprender a lidar com isso e saber calar a boca ao invés de ficar te azucrinando, porque eu já percebi que eu faço isso e não é só contigo. Tenta me dar uma força, que eu também vou te dar força em tudo que tu precisar. Tu sabe que esses surtos só acontecem porque tu me dá mil motivos. A situação toda não é normal, nem da minha parte, nem da tua. Eu queria te largar, ir embora, viver minha vida... Mas não sei o que acontece. Acho que tu já entendeu isso, falei bastante. Eu gosto muito de ti, porque eu vejo meu reflexo. Sem a parte da violência e orgulho, eu acho que a gente é bem parecidinho. Bem doentinhos, louquinhos, porquinhos antissociais.
Pensando em tudo pelo lado bom, eu te amo! Do jeito mais louco e doentio, mas eu te amo. Consigo ficar feliz em te ver, e ficar do teu lado quando tu tá bem. Só quando tu tá brabo, tu acaba me tratando mal, e isso me deixa muito pra baixo. Mas eu aprendi a lidar contigo, porém eu sou implicante nesse ponto, só que eu posso mudar... É bom te ter comigo, viver contigo, só acho que eu preciso amadurecer um pouco, tu também em outros aspectos, e amadurecer a ideia de que dá pra fazer as coisas certinhas, sem me fazer surtar, enlouquecer, e sem precisar se desgastar tanto, porque acredito que tu não goste de todo esse furdunço, ainda mais pelo fato de eu escrever milhares de palavras que talvez tu nem enxergue sentido.
Quase mil e quinhentas palavras, espero que tenha conseguido explicar e tu tenha entendido o que tá realmente se passando. Evoluir juntos. Te amo meu véio.