terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Amor, eu sinto a sua falta
E a falta é a morte da esperança
Como o dia que roubaram o seu carro
Deixou uma lembrança...

sábado, 27 de dezembro de 2014

   Deitada do teu lado, chorando desesperada pensando no futuro. Não quero mais nada contigo, mas dói romper um laço assim. Os últimos dias foram maravilhosos, mas eu sei que mais nada de bom pode nascer da nossa relação. Eu não tenho recebido respeito, e querem me cobrar disso. Respeito é recíproco.
   Eu tava tão bem, totalmente consolada do fim. Talvez nem tanto, por isso facilitei o contato. Mas não esperava que fosse ficar tão intenso pra mim de novo... Burrice a minha acreditar que depois de pouco mais de uma semana eu teria meu coração forte de novo. E mais burrice ainda acreditar que tu voltaria apaixonado.
   E foi bem aquilo que eu matutei sozinha: pode nem ser mais amor, talvez nunca tenha sido mesmo. Isso tudo é posse. Ciúmes do que a gente julgava ser da gente. Quem ama não mente, quem ama não trai, quem ama não omite. A gente apenas se possuía, como quem tem um ratinho. Do mesmo jeito que tu tinha o Brad, se é que tu ainda lembra dele... Assim como no futuro pode nem mais lembrar de mim.
   A gente explora o pior ser humano que o outro tem. Eu te torno anti social, antipático, preguiçoso e agressivo. Tu me torna anti social, ciumenta, e totalmente indiferente em relação a família. Eu esqueço do mundo, do meu futuro e da minha carreira, dos meus amigos e da minha família, por alguém que parece querer me dar o melhor, mas uma hora, quase que de surpresa, me mostra que não está nem um pouco interessado em montar uma vida juntos, fazendo todo meu esforço, toda minha mudança, ser em vão.
   Eu queria apagar tudo, principalmente a tua existência do meu consciente. Deixar somente o aprendizado, mas sem nem sombra da tua imagem em mim, nada de saudade. Apagar a dor, o esforço, o tempo perdido, assim como se apaga um quadro de colégio. Começar de novo, sem pensar, sem incomodar, só começar do zero. Já nos atrasamos demais. Eu julgo que a culpa toda seja tua, mas já ficou claro que eu não sou a pessoa certa pra ti. Por mais que eu me esforce, que eu brigue, que eu implore, eu não tenho como mudar alguém por mim. Nem que eu ame com todo meu amor.
   Acredite, ninguém mais do que eu quis tanto ficar contigo. Quebrei tanto a cara, chorei tanto, me esforcei mais do que eu podia. Mas não nascemos um para o outro. Tu sabe disso desde o início, eu que sempre quis mudar esse destino idiota.
   Não entendo teu apego a mim, querer ficar junto, mas não querer ao mesmo tempo. Isso me deixou confusa, principalmente agora que eu achei que já tinha acabado. Agora acabou, vou chorar mais um pouco, mas que eu comece uma nova jornada, sem tua presença. E que tu entenda que eu, no fundo, quero que tu não suma, mas por favor, só apareça se tiver preparado pra viver um novo amor, porque não conseguiria olhar nos teus olhos e fingir que nada aconteceu. Mesmo sendo tudo muito difícil entre a gente, eu entreguei todo meu coração pra ti, e foi verdadeiro. Vai ser sempre amor vindo de mim, mesmo que doa, mesmo que eu arranje outro amor... Tu vai ser o primeiro.
   Não quero mais bagunça na minha vida, eu quero seguir em frente. O desespero tá batendo, meus 20 anos estão chegando e eu só quero meu futuro garantido. Tô perdendo tempo contigo. Ninguém vive de amor, muito menos só de um lado.
   Eu vou te abraçar agora, e tomara que seja a última vez. Pelo meu bem, pelo nosso bem.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Maldita hora, eu quero ir correndo até aí e te abraçar. As madrugadas têm sido insuportáveis, não durmo e só choro. O erro nem foi meu, mas eu quero pedir desculpas. Eu não queria ser chata, inconveniente, só queria conversar um pouco. Eu não tô conseguindo processar isso, tô ficando pior. Eu me entreguei demais e agora não sei lidar com a perda de tudo. Eu só queria que desse certo. Ou dormir e só acordar quando eu tivesse bem. Ou nós.

Eu dei pra cidade inteira, então tem gente disputando a América. 

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Quero chorar, perguntar pra qualquer um na rua qual o meu problema, tô me olhando no espelho até agora me achando horrorosa. Me pergunto se eu mereci. Eu me entreguei tanto e eu gostei tanto. Eu não queria acabar, tô tentando resolver isso a qualquer custo, porque eu não queria acabar. A primeira semana é horrível, mas eu não quero passar por ela. Depois as coisas se ajeitam, mas eu não quero me ajeitar. Eu gostava de estar do nosso jeitinho. O bom é quando sentem saudade de ti e tu não espera. Mas e quando é totalmente ao contrário? Machuca. Dor pior que dor de barriga, pior que cólica, pior que dor de estômago, ou sei lá... Tá super recente e eu não tô conseguindo me segurar. Tem um lado imaturo meu que sabe que se nada acontecer, nenhum oi eu ouvir, eu vou enlouquecer, procurar outro amor a qualquer custo. E no início eu vou achar que vai dar certo. E não vai dar, porque eu vou estar TE procurando em outra pessoa. Aquele processo que a gente sempre passou de ficar uma semana fingindo que não existimos, fazer um monte de merda, depois dar saudade e voltar como se nos amássemos mais que a vida, já não é mais pra mim. Não tenho mais 15 anos, e não resolvo tudo com a minha buceta como antigamente. Pelo menos não quero. Vai chegar fim de semana, eu vou achar uma garrafa de bebida e/ou alguém muito compreensivo, que vai me ouvir chorar e vai terminar comigo numa cama de alguém na casa de um estranho depois de um sexo sujo e toda essa idéia vai sumir. Imaturo, mas o melhor jeito da minha cabeça superar tudo isso. Mais um número... Eu odeio isso, eu queria poder só ficar em casa e dormir. Mas fazem noites que eu não durmo. Dormir tem sido meu pior pesadelo, simplesmente não rola. Minha intimidade com a cama é zero. Pior pesadelo passar por tudo isso de novo. Pior pesadelo eu esperar piedade, amor incondicional e simplesmente ouvir um "acabou". Só queria dormir e acordar com tudo bem comigo mesma, sem ter feito nada pra me arrepender só pra esquecer por uma noite.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Que droga! Cheguei aonde eu não queria, do jeito que eu não queria. Tanta coisa mudou! Eu tava mexendo em lugares e achei nossas conversas antigas, fotos tuas antigas... e me deu uma saudade da nossa doçura. Eu percebi que tudo mudou MESMO, e já não era mais o que eu queria faz um bom tempo. O que me segurava em ti era o esforço e o que eu já tinha aguentado até ali. Não queria que fosse assim, não queria sentir metade do que eu senti... desde ódio, nojo, desprezo, ao sentimento de amor mais intenso. Insisti no erro, mas no erro que eu achava que mudaria minha vida, e mudou. Aprendi muita coisa, e nunca, nunca mais me entrego de corpo e alma a alguém. Posso dizer que fui muito feliz, mas na mesma intensidade me decepcionei. To entrando em fases da minha vida, concluindo etapas importantes, que eu fazia questão de dividir contigo, que eu queria que tu tivesse do meu lado. Me faz uma falta enorme! Não posso ficar sozinha, penso besteira e dá vontade de te ligar e despejar tudo em ti, em como tu é troxa, ridículo, pau no cu, otário, retardado, imbecil, e te dizer como eu te amo. Como faz falta dormir e acordar todo dia do teu lado, te fazer dormir com meu cafuné, te olhar enquanto dorme como anjo, fazer teus caprichos, estar sempre contigo, do teu lado!
Aquela rotina doente, que apesar de eu falar muito mal, no fundo eu adorava... Nunca vi nada que me fizesse tão bem, tu ali, pertinho, brabo, rindo, comigo. Pena que foi assim, perdemos o respeito, erramos e mesmo assim, eu quis continuar tentando, até acabar minhas forças, até eu ouvir o que eu não queria ouvir, sentir o que eu não queria sentir, e ter medo de estar contigo de novo, acompanhado do desprezo. Queria eu que um dia desse certo, que morássemos juntos, ou simplesmente vivesse um dia depois do outro, sem planejar nada... só vivessemos, juntos.